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terça-feira, 14 de outubro de 2008

O filme de Hoje

Não fomos ao cinema, mas Bruno enviou uma notícia muito interessante: Oprah entrevista Jenny Philips sobre seu trabalho com meditação vipassana /Oprah Interviews Pariyatti Author Phillips Oct 13 & 20.

Jenny Phillips, author of Pariyatti's new book Letters from the Dhamma Brothers, will be a guest on Oprah's Soul Series. Listen to their conversation on Oprah & Friends Radio XM 156 & SIRIUS 195, Monday October 13th and 20th at 10am ET, 7pm ET and 10pm ET. Or view the webcast on those dates at Oprah.com. On October 13th, Oprah talks with Dr. Phillips about her background, working with prisoners, and the program of Vipassana meditation she helped bring to Donaldson Correctional Facility, near Birmingham, Alabama. On October 20th, Oprah talks by telephone with two inmates at the prison who still practice Vipassana regularly and with Dr. Ron Cavanaugh, director of treatment, Alabama Department of Corrections. The inmates are asked about their crimes and sentences, and how they are dealing with life in prison. If you don't currently have an XM radio subscription, you can sign up for a free on-line trial. For more information, please visit: www.oprah.com/xm or www.xmradio.com/oprah.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O filme de Hoje

Fomos ao cinema ver o filme Escafandro e Boboleta por recomendação do Marcelo, nosso amigo que sem os óculos enxerga como Jean-Do o personagem principal, sic. Jean-Do tem um mal súbito, entra em coma e acorda três meses depois... Se você tem alguma curiosidade sobre o que pode alguém apenas com a imaginação, a memória e um olho indene, vá ver, você verá tanta esperança quanto poderia ter visto no Ensaio sobre a Cegueira se ainda não foi... Valeu Marcelinho!

domingo, 28 de setembro de 2008

A Crônica de Hoje

Fomos ao cinema ver o filme Ensaio sobre a Cegueira do Fernando Meirelles, adaptação da obra de José Saramago. Eu me sentia estimulado desde a reportagem em que Meirelles estava no cinema ao lado de Saramago em lágrimas, imediatamente após a projeção do filme em versão definitiva, depois de Cannes. A vontade de ver dois autores em linguagens irmãs, a escrita e a cinematográfica, ambas dependentes da visão, tratando da cegueira, essa endemia que nos ameaça a todos, talvez tenha sido mais forte que tudo, uma forma de resistir ao que não tem vacina, a estupidez.

A diferença da endemia de estupidez que permanece em grau mais ou menos constante afetando a sociedade, o ensaio do livro e do filme é uma epidemia de cegueira, em que quase todos perdem a visão subitamente, sem nenhum sinal prévio e passam a "ver" branco leitoso, diferente da amaurose em que a vista escure totalmente. A barbárie toma conta, como nas diversas situações em que a humanidade se mete sem necessidade de uma epidemia de cegueira. Então, parece que o método da redução ao absurdo, de levar quase todos a não ver, cegos absolutos , é para mostrar que precisamos ver as coisas que estão claras à nossa vista. Ao fim é um libelo à vida, na esperança de que a humanidade, talvez, se enxergue um dia!